quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A revolução e a morte


Marchas para a tua atribulação

queres fugir de ti

porém a sombra não te abandona.

Mergulhas no espaço das tuas atribulações

defendes as massas entre os lobos

inventas os cordeiros pascais

fazes ablações ao infinito

e não descansas nunca

não dormes apenas sonhas.

Na investida pascal,

de bandeira firme ,erguida,

avanças com os irmãos

para o massacre das almas.

Milhões e milhões servem-te em pratos de metal,

as colecções de cabeças,

com que ornas o teu palácio.

Celebras desse modo o culto à revolução,

é o movimento dos astros,

a sistematização do lento,

a aplicação do estilhaço,

a elevação da cruz a sinal de fogo.

A morte é a revolução

perdida no espaço da mão

descarnada do corpo, entregue ao carrasco

e o carrasco de ti mesmo és tu e só tu.



Darkside

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