sábado, 15 de dezembro de 2007

Tempo



Tempo

dimensão inscrita na permeabilidade das ondas dos oceanos estudados nas catedrais do devir por entre lábios de mulheres a quem se deu morte para realizar grandes e enormes festivais de criação em ventres desmesurados de sol e seios como cachos de douradas uvas onde a luz se tornou em bagos de ilimitada licenciosidade e o sabor de beijos se estucou na chuva que fomos ao cair de uma tarde quando florimos para qualquer coisa a quem nomeamos como

Tempo

intervalo absorto entre o movimento igual do pêndulo razão absolutamente irracional de entre ti e tu próprio Galileu na medida que o espaço branco e negro de uma imperfeita realidade mesquinha se desenhou assim como um pedaço de pedra fria pelas mãos alegres da mulher deitada na cama que te via a medir a pedra e a luz absorto na contemplação do que se esvaía no calor dos corpos nus e nas sombras das palavras então ditas pela sensação de existir uma medida entre sentimentos de peles que se tocaram como um fogo elaborado pelas estruturas dos astros e das casas em que viviam estradas para o infinito

Tempo

imagem esbatida do pêndulo na retina plástica em cor em busca da quietude perdida de horas de montra de um relógio assassinadamente preciso e certo vogando na tempestade tempestiva temporal e crua de ti em busca de ti num tu desconhecido do eu nele descrito como ele ou nós assim perante a face desligada dos algarismos pontuantes em tempo medidos uma só e completa vez


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