
Marchas para a tua atribulação
queres fugir de ti
porém a sombra não te abandona.
Mergulhas no espaço das tuas atribulações
defendes as massas entre os lobos
inventas os cordeiros pascais
fazes ablações ao infinito
e não descansas nunca
não dormes apenas sonhas.
Na investida pascal,
de bandeira firme ,erguida,
avanças com os irmãos
para o massacre das almas.
Milhões e milhões servem-te em pratos de metal,
as colecções de cabeças,
com que ornas o teu palácio.
Celebras desse modo o culto à revolução,
é o movimento dos astros,
a sistematização do lento,
a aplicação do estilhaço,
a elevação da cruz a sinal de fogo.
A morte é a revolução
perdida no espaço da mão
descarnada do corpo, entregue ao carrasco
e o carrasco de ti mesmo és tu e só tu.
Darkside

